“Seja marginal, seja herói.”

Setembro 11, 2008

Evo pede expulsão de embaixador americano na Bolívia.

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Evo discursa no Palácio Presidencial.

Evo discursa no Palácio Presidencial.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta quarta-feira, 10, que pediu a expulsão do embaixador dos Estados Unidos no país, Philip Goldberg, acusando-o de apoiar a oposição conservadora e de querer a divisão do tumultuado país sul-americano.  “O embaixador do Estados Unidos conspira contra a democracia e ainda busca a divisão da Bolívia”, disse Evo em um ato no Palácio do Governo, no qual condenou duramente a onda de violência, que incluiu ataques a gasodutos, promovida pela oposição em várias regiões.

“Peço ao nosso chanceler da República que envie hoje ao embaixador uma nota para que se faça conhecer a decisão do governo nacional, de seu presidente, para que retorne urgentemente ao seu país. Não queremos um separatista que conspire contra a unidade, que atente contra a democracia”, acrescentou o líder boliviano.

“Sem medo de ninguém, sem medo do império. Hoje, diante de vocês, diante do povo boliviano, declaro o senhor Goldberg, embaixador dos EUA, ‘persona non grata’”, continuou Evo, classificando Goldberg como “especialista em estimular conflitos separatistas.”

Segundo o presidente, o embaixador americano trabalhou entre 1994 e 1996 como “chefe de escritórios do Departamento de Estado para a Bósnia durante a guerra separatista dos Bálcãs” e entre 2004 e 2006 foi chefe de missão em Pristina, Kosovo. “Ali consolidou a separação ou independência dessa região, deixando milhares de mortos.”

“Esta decisão que tomamos é uma homenagem à luta histórica de nossos povos há 500 anos, 200 anos, como também há 20 anos. É uma luta permanente contra um modelo econômico imposto de cima e para
fora”, destacou Evo.

Reportagem do Estadão.

Resposta americana

As acusações de Evo contra Philip Goldberg são “infundadas”, declarou um porta-voz americano logo após a declaração do presidente da Bolívia.

Opinião.

Um embaixador que esteve presente na Bósnia entre 1994 e 1996, no Kosovo entre 2004 e 2006 e no fim de agosto se reuniu publicamente com o governador da região separatista de Santa Cruz, Rubén Costas (uma das principais lideranças da oposição ao governo de Evo Morales) é, no mínimo, suspeito.

Boa viagem de volta para o inferno, Goldberg. Ou para os Estados Unidos. Chame como quiser.

Bush autoriza ataques no Paquistão sem permissão de Islamabad.

Arquivado em: Uncategorized — rufioman @ 11:12 am
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O presidente americano, George W. Bush, teria autorizado as Forças Armadas e os serviços secretos dos Estados Unidos a promover ataques no Paquistão sem a permissão do governo paquistanês, segundo informa o jornal The New York Times nesta quinta-feira, 11.

O diário cita “fontes de alto nível do governo americano” para garantir que o presidente deu ordens para os ataques em julho. Os EUA notificariam o Paquistão quando efetuasse ataques em território paquistanês, mas não pedirá permissão”. O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Razá Guilani, reiterou que não permitirá incursões de soldados americanos no país na luta contra insurgentes. “Somos uma nação responsável e a posição do governo e das Forças Armadas sobre as ações dos EUA é muito clara”, afirmou.

O NYT assinala que não está claro exatamente que meios legais os EUA invocaram para promover as incursões e bombardeios, ainda que limitados, no território de um aliado. A CIA já lança ataques aéreos a partir do Afeganistão contra posições insurgentes dentro do Paquistão, utilizando aviões não tripulados que disparam mísseis, mas as novas ordens reduzem as restrições para a realização de operações no território vizinho sem permissão.

O chefe do Estado Maior americano, Mike Mullen, disse no mesmo dia que a luta no Afeganistão requer uma “nova estratégia” para conseguir eliminar os esconderijos dos insurgentes no Paquistão. O chefe do Exército paquistanês, general Ashfaq Kayani, declarou na quarta-feira que defenderá a soberania e a integridade territorial do país e não permitirá que nenhuma força estrangeira promova operações dentro do Paquistão. O governo de Islamabad advertiu que os ataques realizados a partir do Afeganistão de forma unilateral não ajudam no combate ao terrorismo.

O presidente afegão, Hamid Karzai, se mostrou favorável à nova estratégia militar apresentada pelos EUA, para atacar os taleban na fronteira entre os dois países e dentro do território afegão. “A mudança de estratégia é algo que meus colegas e eu propomos há três anos”, disse Karzai aos jornalistas. “Temos que ir juntos até onde [os extremistas] entram e se escondem para destruí-los”, acrescentou.

Reportagem do Estadão.

Opinião.

Um fantoche no poder do Afeganistão e uma ameaça terrorista são tudo que eles precisam para se acharem no direito de realizar ataques em território paquistanês.

Agora eu lhe pergunto: Isso  lembra alguma coisa?

América Latina, talvez. Álvaro Uribe… FARC…

Vai vendo…

Aviões russos chegam à Venezuela para exercícios no Caribe.

Arquivado em: Uncategorized — rufioman @ 9:50 am
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Tu-160.

Tu-160.

A chegada dos aviões Tu-160 ocorre dias depois do anúncio feito pelos governos venezuelano e russo, de que os dois países realizarão exercícios militares conjuntos nas águas do Caribe no mês de novembro.

O anúncio da manobra militar colocou o governo dos Estados Unidos em “observação” e trouxe à tona a discussão sobre o relançamento da disputa geopolítica entre Estados Unidos e Rússia na América Latina.

“São bombardeiros Tu-160 supersônicos que estavam há um certo tempo sem voar por esses lados, e a Rússia, há uns dois anos, decidiu relançar seu programa de aviação estratégica”, afirmou Chávez durante a inauguração de um centro médico.

Guerra Fria

É a primeira vez, desde o final da Guerra Fria, que a Rússia realiza operações deste tipo na região, considerada como a área de influência dos Estados Unidos.

“Yes, yes (sim, sim) para que lhes doa, ‘pitiyanquis’ (‘pequenos-ianques’)”, acrescentou Chávez em referência à oposição venezuelana, a quem acusa de atuar a favor dos interesses dos Estados Unidos.

Para o sociólogo venezuelano Edgardo Lander, com a chegada dos bombardeiros ao Caribe, o governo russo pretende dar uma resposta à presença militar dos Estados Unidos e de seus aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança de defesa ocidental) no mar Negro, na fronteira sul da Rússia, como conseqüência do conflito que envolveu a Ossétia do Sul.

“Depois do que ocorreu na Geórgia, houve um sinal de afirmação de que a Rússia é um fator que há que se tomar em conta na política internacional”, disse Lander à BBC Brasil.

“Nesse sentido, dar um passo ao Caribe significa ir mais além de sua região de influência. Se trata de um anúncio simbólico aos Estados Unidos de que o mundo tem outros atores”, acrescentou.

Oposição

A aliança com a Rússia tem provocado críticas por parte da oposição venezuelana que afirma que Chávez, ao aproximar-se dos russos está colocando a Venezuela em uma “reedição” da Guerra Fria.

A informação sobre a chegada dos bombardeiros havia sido anunciada mais cedo, em Moscou, pelo porta-voz da Força Aérea russa Alexander Drobyshevsky.

O funcionário russo disse que durante o vôo os dois aviões Tu-160 foram acompanhados por aeronaves da Otan.

As aeronaves foram desenvolvidas ainda no período da extinta União Soviética e têm capacidade para portar 12 foguetes e 40 toneladas de bombas.

Os dois bombardeiros permanecerão na Venezuela durante vários dias, realizando vôos de treinamento, de acordo com informações da agência de notícias RIA.

Chávez, que é ex-pára-quedista, brincou e disse que iria pilotar um dos aviões e sobrevoaria a ilha de Cuba.

“Eu vou pilotar um desses bichos (…) Fidel, vou (passar) por aí voando baixinho”, disse.

Crise no Cáucaso

Neste fim-de-semana, pouco antes de o governo da Venezuela confirmar sua “aliança estratégica” com o governo russo no Caribe, o presidente russo Dmitry Medvedev havia questionado a decisão dos EUA de enviar parte de sua frota naval à Geórgia sob o argumento de enviar ajuda humanitária ao país.

“Como se sentiria (Washington) se nós enviássemos ajuda humanitária ao Caribe utilizando nossa própria Força Naval?”, questionou Medvedev.

Edgardo Lander, ressaltou, porém, que “a Rússia não tem capacidade, do ponto de vista logístico e militar, de competir” com os Estados Unidos na região.

Diante deste cenário, Lander afirma que na hipótese de um conflito armado entre EUA e Venezuela, o governo russo apenas “assistiria” a crise.

“Sem bases militares e sem nenhuma capacidade logística, assim como os Estados Unidos observaram, impotentes, a ação militar russa na Geórgia, é difícil pensar que a Rússia atuaria no caso de um conflito armado contra a Venezuela. Essa ajuda está absolutamente descartada”, afirmou.

Desde o fracassado golpe de Estado de 2002, Chávez vem afirmando que o governo dos Estados Unidos pretende “derrubá-lo” e afirma que há uma “ameaça” iminente de uma invasão militar americana para controlar o Estado petroleiro, quinto maior exportador mundial.

“Manobra arriscada”

O comandante Héctor Herrera, da Reserva das Forças Armadas da Venezuela e presidente do Frente Cívico Militar, apóia a realização do exercício militar que a seu ver “é uma demonstração de soberania da Venezuela” e também um recado para Washington.

“Obviamente há uma mensagem política nesta decisão que é a que os Estados Unidos não são os donos do Caribe e da América do Sul”, afirmou Herrera à BBC Brasil.

De acordo com o comandante da Reserva, a reativação da 4ª Frota americana no Caribe representa “uma clara ameaça aos governos progressistas” da região.

“Temos todo o direito de realizar esses exercícios para fortalecer a defesa do nosso território e porque não fazê-lo com os russos?”, questionou.

Na opinião do sociólogo Edgardo Lander, a decisão do governo venezuelano em participar da disputa russo-americana é uma manobra arriscada.

“Venezuela jogará um papel na geopolítica internacional com manobras militares que estão além da sua capacidade de decisão. É uma decisão arriscada”, avaliou.

O governo russo enviará à missão naval cerca de mil militares e quatro barcos, entre os quais estará o cruzeiro de batalha nuclear “Pedro, o Grande”, considerado como um dos maiores navios de combate do mundo, com capacidade para lançar 500 mísseis.

A Venezuela, por sua vez, aportará com uma pequena esquadrilha aérea e com efetivos da Marinha.

Reportagem da BBC.

Opinião

Qual é a diferença entre os exercícios de guerra em conjunto no Mar do Caribe e os destróieres da OTAN estacionados no Mar Negro?

Espero que Hugo Chávez siga adiante no que significa uma clara mensagem ao imperialismo Norte-americano na América Latina, mais recentemente manifestado pela reativação da Quarta Frota.

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